domingo, 27 de enero de 2008



El sábado pescamos José y yo unos peces por Galicia. El señor Sargoloco, que es un tipo infalible además de otras cosas, me ofreció varias opciones de pesca y en la más cercana a casa encontramos unos pocos, que no supieron a poco dado lo escasos que son últimamente. Cerca de Viveiro, en el costado de la ría, parece ser que en Tixoso, me dicen allí que no Toxido, aunque etimológicamente pinchaban los toxos como la madre que los parió en la bajada, muy empinada y cerrada de las citadas púas con un túnel como para pasar los jabalíes, o sea que agachados malamente y para subir, casi a oscuras... Había allí unos cazadores reunidos en el inicio de la bajada que comentaron que ahí mismo hace poco tiempo estaban los sargos amontonados; todos eran también pescadores, en realidad en Galicia todo el mundo es también pescador, es increíble la relación de este pueblo con el mar y los peixes; niños, mayores, hombres y mujeres, todos refieren sus pescas y sus lugares y lo buenos pescadores que son los asturianos, unánimemente, con un poco más de conversación y confianza ya se añade que los asturianos vienen a esquilmar por aquí, y con ello se refieren a que utilizamos macizo, cosa al parecer no demasiado bien vista, y a la utilización de la técnica de la boya, que por esas tierras se estila poco. Es comprensible, el tipo se tira la mañana con el plomo, pierde diez aparejos y saca tres buenos sargos; llegan unos foráneos con "sus" cosas y meten al saco veinte o treinta... Por qué no se usa la boya en Galicia?. La abundancia hasta hace bien poco tal vez hizo que no hiciera falta "afinar" la técnica para coger unos peces y con el efectivo chivo y la plomada heredada fuera suficiente, pero ahora que hay más autovías y empiezan a faltar los peixes... ¿qué opinais?.
El caso es que pateando hasta la punta sacamos unos cuantos, bastante buenos, alguno de kilo doscientos. Pescamos poco tiempo, tardaron en entrar hasta más o menos media marea como era previsible por la puesta y nos fuimos una hora antes de la plea. Perdimos más de los que sacamos, comían mal; efectivamente Carlos había que dejarlos masticar el cebo, primero con xorra de agua (la quisquilla y bien gorda no la quisieron) y después con la eterna gamba. Primero a boya con dificultad y al entrar la mar y engordar, con peligro de los subidos a una roca de punta, y con mojaduras, como siempre, un día vamos a tener un susto... con más mar digo, ya sólo quisieron entrar a pique, pero con mucha más alegría, en un momento picaron ciegos y alguno muy gordo cortó un 0,23.
En la misma mañana nos habíamos ido desde esta zona de Viveiro hasta Valdoviño, que lo conocemos más, pensando que en los costados al abrigo habría buena mar, pero estaba imposible; dado que el copiloto se empecinó en "está ahí al lao" por las afamadas carreteras poco señalizadas de Galicia dimos en el mismo Ferrol por caleyas orladas de camelias, mimosas y cagamentos de un servidor. Tres horas de vueltas para volver al mismo punto de partida; el verdadero viaje es el recorrido más largo entre dos puntos, pero siendo el mismo punto en cuestión...
Total que el enroque no estuvo mal, al día siguiente íbamos a repetir, pero por no repetir, ya sabeis, la ley de que al día siguiente en el mismo sitio ya no pescas, eso y la bajada y la subida, pues a investigar la zona, (sacamos otro kilero en una caladina rápida en un costado) y así recabamos información de un par de puestas en la misma punta, a las que se accede por la playa de San Román, pero que siempre están llenas de asturianos de Avilés esquilmando, y la culpa é mía que se lo conté a un primo que trabaja en Ensidesa y el cabrón se lo contó a media empresa. Ya no lo cuento a nadie más.
Un saludo a todos.

video

Artículo gentileza de Antonio Simoes

ANtonio envía este magnífico trabajo que describe un montaje que usan mucho en Portugal para la lubina. Se trata de incorporar a una cuchara ondulante o a un jig pesado un anguilón tipo "raglou".
Antonio, el trabajo es impresionante y un honor que lo quieras publicar para nosotros.

UN abrazo.

Aquí os muestra también una foto con una preciosa lubina.

Corricar é movimento (por Antonio Simoes).


Saber usar todas as suas variantes e formulas para encontrarmos robalos é um passo a mais no impulso criativo do nosso mundo da pesca. Assim como a Humanidade cresce por impulsos criativos depois de décadas de letargia, a nossa modaildade preferida evolui ..porque existirá sempre alguém a tentar fazer melhor.Assim , não sendo inventor de nada, apenas tento desenvolver variantes que não sendo dificeis de executar e montar, carecem sempre do factor compulsivo dos seus criadores. A pescar , pescando, executando cada lance e saber quais as regras da fasquia da probabillidade do sucesso, depois de muitos erros acumulados ao longo de inumeras saídas de pesca.


Primeira fase: O que é chapear?? Esta designação uso-a porque ainda não verifiquei no glossário de pesca desportiva o termo apropriado. Os nossos Hermanos , criaram a palavra "chivo" , mas isto não é um chivo . Zagaiando também não é porque os movimentos e adaptações das zagaias a este sistema não se aplica. Pelo que espero que com o tempo e a divulgação desta variante de corrico , estas chapas que existem já no mercado , principalmente no norte de Portugal e originárias da Zona de Viana do Castelo a Moledo(a proximidade geográfica com Espanha) se espalhem pelo País e que o forum "O Sitio do Pescador" seja impulsionador desta modalidade por todo o País.


Os materiais:Conforme podem ver pela primeira foto precisamos de :- Chapas cromadas de varios pesos que oscilam entre as 20 grs e 80 grs.( a gramagem de cada uma vai ser fundamental para adaptar a mesma ás condições fisicas do pesqueiro apresentado )-Zagaias de várias cores e tonalidades. Procuro-as sempre nos saldos da Declathon, por valores de 1 euro a 2 euros cada.-Anzois mustade, aberdeen de varios tamanhos em função do tamanho dos cações,raglous que pretendemos montar.- Vinis, raglous,deltas, cações, etc.- Anilhas (split ring) das melhores do mercado tamanho 12 mm da Okuma,ou outra marca , resistentes á corrosão, o que infelizmente a maior parte delas não o são.-Destorcedores rolling de alfinete de varios tamanhos- Agrafos inox varios tamanhos-Destorcedores bronze ou outros bons e que não oxidem-Oleo fino das maquinas de costura

Sua montagem As chapas cromadas ou niqueladas não trazem anzois triplos, as zagaias sim pelo que devemos retirar os mesmos.Agora vamos adaptar a melhor amostra a cada tipo de chapa. Se temos uma chapa ou zagaia de 20 grs não devemos colocar um raglou de 14 mm na mesma. Colocaremos então para chapas pequenas , amostras pequenas e chapas médias de 40 a 60 grs amostras médias e grandes, ou chapas grandes 60 a 80 grs , amostras grandes.
Côr das amostras. Sendo esta técnica pratica corrente no periodo diurno , usaremos as tonalidades que são usuais para de dia. Verdes, azuis, brancas, brilhantes , adaptando a côr ao meio ambiente do momento. A côr branca é uma cor todo o terreno. Em aguas brancas, abertas, lusas, verdes, oxigenadas, tapadas, é uma cor que contrasta com todas as cores das chapas e uma cor sempre com resultados fantasticos quando os robalos andam a caçar nos areios por debaixo do rebojo da vaga.
Agora escolhida a chapa e a amostra chegou o momento da sua união . Como vêem é facil, o que se pretende é que o anzol sendo curto haja uma ligação correcta da amostra á chapa. Poderiamos usar um anzol aberto VMC, torto nº 3/0 directo ao destorcedor e fazer a ligação mais rápida, mas são anzois muito grandes e a perca de um conjunto numa pedra submersa é demasiado facil de acontecer. Assim uso anzois mais pequenos que se abriguem debaixo do peixe e não tenha tantas percas.

Como podem ver agora temos vários conjuntos montados, adaptados ás cores da agua no momento. A presença do oleo de costura na foto e indicações onde deve ser usado , é porque em cada sessão de pesca , após , devem lubrificar todo o conjunto nos pontos indicados. Caso não o façam , na proxima saída de pesca todo o conjunto está oxidado.


Como as usar Fazemos uma ligação directa com mono 0,35 na madre. E agora estamos prontos para pescar. Ao amanhecer é importante a utilização das chapas. Por vezes chegamos ao mar e as condições da cor de agua,rebojo e mar alterado não permitem a utillização do buldo. Mas esperem aí!!A pesca ainda não acabou!!! Se temos um areio á nossa frente, colocamos uma chapa de 60 grs e procuramos fundo os robalos pois eles estão a caçar camuflados sob a capa de agua. Se é só areia no pesqueiro podemos corricar mais devagar, com arranques sucessivos e velocidades alternadas. O carreto tem de ter um ratio alto e que seja fiavel e duravel. Se temos fundos mistos temos de recolher mais rapido. Geralmente o ataque surpresa dos robalos é quando a chapa afunda e levanta subindo. O ataque é brutal , pois estamos a pescar directos e o peixe tem tendencia, mesmo os grandes a atonar rapidamente e lutarem á superficie.Se estamos com fundos de pedra pela frente, devemos procurar os regos mais fundos e as vagas que sobem de encontro á pedra. Aí devemos utilizar as chapas de 20 grs, e tactear o fundo com pequenas paragens. Se estamos em zonas de fundos e a pescar alto então devemos usar chapas de 40 grs e deixar afundar e recolher rapido. O que interessa neste tipo de conjuntos é a sua mobilidade, sondagem e côr atractiva. O que provova a irritação de um robalo é a sua morbida curiosidade de verificar tudo o que mexe á sua frente. A cor do conjunto e o trabalhar da cauda do artificial e a sua velocidade aguçam o apetite voraz do robalo perante a presa que foge á sua frente....

Por fim apresento-vos as chapas vendidas no mercado.Como podem verificar um anzol Vmc torto é adaptado ao raglou procando-lhe aquele tornear que a imagem apresenta, seguido de um destorcedor ligado á chapa. Segundo as explicações dos vendedores e "expertos" da matéria é de que provocando este movimento helicoidal á amostra , isto provoca som, dando o aspecto de uma angula fugindo da sua presa...Se me perguntarem se as diferenças justificam a capacidade de tirar mais peixe umas e outras, é de que estupidamente o nosso orgulhoso labrax , nas sua voracidade implacavel quando anda a comer na beirada, ataca indiscriminadamente qualquer tipo de amostra. O seu caracter selectivo é para outras nuances de corrico que não são estas que agora apresentamos. Lembrem-se sempre que quando eles andam a comer por terra, á distancia de um lançamento de uma cana é porque não tem alimento por fora...Eles vem para comer , para se alimentar, procurando algo, não é para fazer turismo...

Boas corricadelas António Simões